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segunda-feira, 29 de março de 2010

Inocente ou Culpado?

balanca06

Conta uma lenda que, na Idade Média, um homem muito religioso foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher. Na verdade, o autor do crime era uma pessoa influente no reino e, por isso, desde o primeiro momento, se procurou um bode expiatório para acobertar o verdadeiro assassino.

O homem injustamente acusado de ter cometido o assassinato foi levado a julgamento. Ele sabia que tudo iria ser feito para condená-lo e que teria poucas chances de sair vivo das falsas acusações. A forca o esperava!

O juiz, que também estava conluiado para levar o pobre homem à morte, simulou um julgamento justo, fazendo uma proposta ao acusado para que provasse sua inocência.

Disse o desonesto juiz: — Como o senhor, sou um homem profundamente religioso. Por isso, vou deixar sua sorte nas mãos de deus. Vou escrever em um papel a palavra INOCENTE e em outro a palavra CULPADO. Você deverá pegar apenas um dos papéis. Aquele que você escolher será o seu veredicto.

Sem que o acusado percebesse, o inescrupuloso juiz escreveu nos dois papéis a palavra CULPADO, fazendo, assim, com que não houvesse alternativa para o homem. O juiz, então, colocou os dois papéis em uma mesa e mandou o acusado escolher um. O homem, pressentindo o embuste, fingiu se concentrar por alguns segundos a fim de fazer a escolha certa. Aproximou-se confiante da mesa, pegou um dos papéis e rapidamente colocou-o na boca e o engoliu. Os presentes reagiram surpresos e indignados com tal atitude.

O homem, mais uma vez demonstrando confiança, disse: — Agora basta olhar o papel que se encontra sobre a mesa e saberemos que engoli aquele em que estava escrito o contrário.

Fonte: http://paxprofundis.org/livros/parabolas/parabolas.html

8 comentários:

Francisco Castro disse...

Olá, Valéria!

Muita sabedoria do homem, que em um momento pode sobresair frente ao ato isano do julgador.


Abraços

Francisco Castro

Fernandez disse...

Olá Valéria querida!
Adorei o conto minha amiga. Realmente, mesmo que tudo pareça ir contra, se a pessoa estiver calma e usar a cabeça sempre há uma saída... mesmo que seja inusitada como a do esperto cidadão... :-) rsrs
Parabéns pelo post querida. Muito bom!
Forte abraço, Fernandez.

Anônimo disse...

É verdade... por vezes engolir a palavra que ainda não foi dita pode parecer ruim no momento, mas é sabido que nem tudo pode ser dito...

MARIA COSTA disse...

Oii minha amiga Val!

No mundo de hoje a maoria das pessoas sao julgadoras, se acham acima de tudo para julgar o outro, como se fossem Deus.Temos que ter a consciencia que estamos nesse mundo para evoluirmos. aprender e quando errarmos, aprendemos com os nossos erros.Esse post mostrou quantos inocente sao julgados e culpados pelos erros dos outros. Mas esse homem foi de uma sabedoria imensa, pois sendo inocente, teve calma e soube fazer a coisa na hora certa,
Bjs

Geraldo disse...

Olá Valéria,

Em várias destas histórias, sempre há um viés de lição moral, sobre o julgamento e as escolhas.

Nem sempre temos a rapidez e presença de espírito deste homem.

Abraço

LISON disse...

Que Post Fantástico!

AMIGA VALÉRIA, a mensagem é profunda com enfoque no sentenciamento. Resultado de julgamentos independente de serem precipitados, sempre remete um inocente aos infortúnios ou as noites negras. Muitos, depois de muito tempo conseguem se reabilitar, enquanto outros, não recebem a digital da justiça, terminando por serem excluídos do meio ou findar os seus dias em profundo anonimato ou mortos. Ai só resta esperar a verdade um dia vir à tona, na maioria das vezes demora até mil anos, mas que ele se manifestará não tenhamos dúvidas.
Parabéns por mais um maravilhoso texto!
Parabéns por mai um post magistral!
Abraços,
LISON.

arte-e-manhas-arte disse...

Olá Valéria!

É uma história interessante, esse réu teve a sabedoria suficiente para se salvar de uma falsa acusação, porque lhe foi dada alternativa. Infelizmente nem sempre os inocentes têm hipótese de escolher. Esses são aniquilados.

Beijinhos
Luísa

JORNALISMO ANTENADO disse...

Olá querida Valéria , uma das falas de Jesus foi "quem é livre de todo o pecado que atire a primeira pedra". Muito vesrdadeiras por sinal estas palavras, porque em somos nós para julgar determinadas atitudes dos outros,não é verdade? Claro que aqui não estou entrando no mérito de crimes e outros tantos absurdos (mesmo que em alguns casos tenha havido motivo, nada justifica o ato ).
A sabedoria deste réu lhe rendeu a vida ,além de mostrar para aqueles que estavam de embuste que não são detentores do poder de vida e morte dos outros.
Parabéns pela escolha do conto.
Beijos minha querida, saudades.
Márcia Canêdo